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segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Vamos melhorar a vida sexual em 2013!


Por uma vida sexual ainda melhor

Vamos imaginar a seguinte situação: você está levantando peso e o professor diz, à queima- roupa: “Contraia a vagina”. A probabilidade de você sentar a mão no “atrevido” é alta. Ou então de processá-lo por assédio sexual, se você for do tipo menos sanguíneo e mais cerebral. Mas saiba que o moço estaria certíssimo: uma orientação como essa numa sala de musculação – não duvide! – só traria benefícios a você. 

Agora, pense numa academia com aulas de ioga e pilates. Na primeira sala, você vai escutar frases como “contraia o períneo” (esse ilustre desconhecido faz a ligação entre a vagina, a uretra e o ânus). Na segunda sala, o comando será “acione o assoalho pélvico” (a região que engloba os músculos que se situam na parte inferior da pélvis, incluindo o períneo). E pode apostar: nenhuma aluna fi ca constrangida ou ruborizada, mesmo que existam vários rapazes na sala. “Para o pilates essa é uma musculatura essencial, que faz parte do core ou cinturão central, em conjunto com o abdômen, glúteos e região lombar”, explica Luana de Oliveira, fi sioterapeuta especializada em ortopedia e instrutora de pilates. 

O mesmo vale para a ioga – é só lembrar que essa prática é “prima” do Kama Sutra (aquele tratado indiano sobre sexo, famoso pelas posições não-convencionais) e do pompoarismo (arte sexual criada na Índia e aperfeiçoada pelas tailandesas para fortalecer os músculos da vagina e aumentar o prazer delas e dos parceiros). Sábias essas orientais... 

Voltando para a sala de musculação: “É muito importante manter o assoalho pélvico contraído ao se exercitar com carga”, diz a fisioterapeuta Adriana Brasilino. E explica: “Esse tipo de atividade física faz uma pressão para baixo no nosso corpo, o que pode acabar enfraquecendo a musculatura de sustentação dos órgãos sexuais. Pode ser uma contração leve, não precisa colocar muita força”, ensina Adriana, que é especializada em uroginecologia – parte da medicina que cuida de disfunções como a incontinência urinária, que, aliás, acontece exatamente pela flacidez daquela área.

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